Olho o meu reflexo vezes sem conta,
E sem conta reconheço
a verdadeira realidade
a de que não sei quem sou.
Ponho os meus olhos nas minhas mãos
As sinas que alguns lem, vejo eu todos os calos e feridas que a vida me tras
E todos os momentos tristes e constrangedores,
Momentos felizes e sofredores,
Que me relembram que eu sou o que o tempo me pede
E não o que verdadeiramente sei que existe
O mundo e um deambulo de sombras,
Sempre pensei nao ser mais uma entre muitas engravatadas.
Ser mais um entre muitos pescoços apertados,
Sufocados neste mundo a que todos exigem andar na linha estreita.
A realidade e que cada vez me pareço mais com eles.
Cada vez mais perco a minha individualidade,
E não é por minha vontade
Que morro lentamente assim
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