01 julho, 2007

Dia D

Sexta feira é o Dia D depois disso se as coisas correrem bem, vou apresentar denovo muitos dos trabalhos que tenho andado a desenvolver nos dias que tenho estado ausente :)

19 junho, 2007

Exames

2/3 :D

18 junho, 2007

1/3

1/3 :)

03 junho, 2007

Exames

Exames tão a porta e eu n tenho tempo para nada :S

23 maio, 2007

Não morri, não desapareci, apenas estou cheio de trabalho.

Mandei uma mensagem para uma editora acerca do Um olhar a Dois, vou escrever agora só para mim :) deixei um "cheirinho" E quando acabar vou tentar a minha sorte em editoras.

Pode ser que um jovem de 18 anos se safe neste mundo :)

16 maio, 2007

Um Olhar a Dois XVI

-Halo!!!!!! – gritava uma voz que perturbava a tranquilidade de Jack. – toca a acordar dorminhoco, não me digas que ficaste assim tão embalado.

Jack abriu suavemente os olhos, e quando deu por isso encontrava-se na casa do lago completamente deitado no sofá.

Farisca estava ao seu lado adormecida e Sarah a sua frente com o pequeno-almoço.

Um copo de leite e uma torrada.

Jack sentou-se no sofá e esfregou a cabeça, olhou a sua volta e a sua admiração era gigantesca.

Ele não deveria estar ali! Devia estar a dormir no meio da floresta.

Sarah olhava para ele com um ar estranho, enquanto ele se levantava e caminhou para a janela, vendo que a luz do dia já ia alta no céu:

-Bem tive um sonho mesmo estranho – disse Jack enquanto olhava pela janela para ver se via alguém.

-Ninguém diria Jack, tiveste ai a dormir que nem um bebe – disse Sarah lançando uma pequena gargalhada – parece que o que aconteceu ontem afectou-te Jack – disse Sarah num tom pensativo.

Jack ficou envergonhado mas abanou a cabeça em tom de que não tinha ficado afectado, pelo menos muito:

-Bem hoje acordei tarde em comparação com os outros dias! Não temos que ir ter com o pessoal ajudar a montar a nossa barraquinha – disse tomando uma posição mais informal e menos stressante.

-Hoje nos os dois não vamos a lado nenhum! Pelo menos trabalhar! Mas é claro que vamos dar uma voltinha e dar uns mergulhitos no lago!

-Hum… soa-me bem, e o Grey e a Mirian?

-Eles se quiserem aparecer que apareçam – disse Sarah virando as costas a Jack e indo para o seu quarto – Vou vestir o meu Bikini Jack! Vamos dar um mergulho agora que já são 11Horas da manha!

Sarah saiu da sala, Jack olhou para Farisca que ainda dormia e começou a pensar.

“Como é que tudo aquilo poderia ser um sonho?”, “pareceu tudo tão real!” não deixava de se questionar com o sentido daquilo tudo, ultimamente tinha tido sonhos tão estranhos, tão irreais que Jack começava a não perceber o sentido de adormecer para acordar tão cheio de duvidas.

Farisca abriu o olho esquerdo lentamente e olhou para Jack, saltou para o chão, olhou para a cauda que tinha uma pequena mancha branca na cauda em forma de meia lua e miou.

Jack não reparou no pormenor na cauda da gata, embora ela o tenha notado.

Seguiu então para o seu quarto e tirou os seus calções ate ao joelho de banho do saco juntamente com uma toalha de praia, dois objectos que Jack havia posto na sua mala mas que nunca pensara que ia usar.

Farisca saltou para o parapeito da janela e caminhou para fora da casa.

Ao sair do seu quarto Jack deparou-se com Sarah já vestida com o seu bikini vermelho, e com uma túnica amarela a fazer de saia.

Por alguma razão desconhecida para Jack ele não conseguia tirar os olhos de cima de Sarah, ficando claramente muito envergonhado.

Ela sorriu agarrando-lhe na mão e arrastando-o pela porta fora de casa, como se ele fosse uma estatua que estava petrificada.

Estenderam a toalha junto ao lago e Sarah seguiu para a agua molhando os pés de inicio e depois mergulhando o seu macio corpo na agua azul.

Jack tirou a t-shirt e mergulhou também na água límpida.

O fundo do lago era constituído por rochas brancas embora não houvesse um único rasto de vida submarina.

O lago não tinha “alimentação” de outras fontes, e parecia surgir ali pura e espontaneamente.

Pequenos amores-perfeitos começavam a brotar do jardim da casa enquanto Jack boiava a tona de água numa paz e tranquilidade que só ele conseguia ter.

Mas essa paz foi interrompida quando Sarah meteu as mãos nos seus ombros e mergulhou-o:

-AMONA! – Gritou rindo-se – Ataque das anonas aqui ao rapaz doutor.

Jack no fundo de agua começava a ficar sem ar mas agarrou os pés de Sarah novamente quase que rasteirando-os fazendo-a mergulhar também.

Os dois debaixo de agua olhavam um para o outro com um ar de alguma cumplicidade.

Ao emergirem á superfície, Sarah saltou para as costas de Jack, “obrigando-o” a transporta-la as costas dentro de agua.

Jack não parecia importar-se muito, e estava a gostar da companhia de Sarah, embora não fosse uma acção falada, as acções começavam a aproxima-los cada vez mais, fazendo com que Jack sentisse que podia confiar em Sarah no que quisesse.

Passado algum tempo, entre brincadeiras aquáticas infantis, Jack e Sarah cansados pararam perto um do outro dentro de agua e sentaram-se a beira.

Sarah sentou-se atrás de Jack encostando a sua cabeça no ombro do rapaz, tudo estava calmo ate que Sarah exclamou um “AHH!”

-Que se passa? – perguntou Jack olhando logo de seguida para Sarah.

-Que giro! Tens aqui um sinal bastante engraçado Jack! – disse passando com as mãos nas costas de Jack.

-Hum? Que sinal? Eu não tenho nenhum sinal nas costas rapariga!

-Ai tens tens! E este nota-se Bem! – disse olhando regalada para as costas de Jack – menino tens aqui uma bela semi-lua em forma de sinal – rindo-se

Jack ficou bastante confuso, e olhando para o seu ombro direito conseguiu ver pela ponta do olho um sinal preto em forma de semi-lua, símbolo muito semelhante ao do seu “sonho”

-Eu… eu nunca tinha reparado nele! – disse Jack

-Ve-se mesmo a atenção que dás ao teu corpo – disse Sarah dando-lhe um carolo na cabeça.

Jack sorriu para Sarah, mas ficou um tanto quanto nervoso pois sentia que tudo o que sonhara na noite anterior tinha sido um reflexo de algo real.

Sarah voltou a encostar a sua cabeça no ombro de Jack encostando-se mais perto do pescoço, automaticamente, deixou de pensar no sinal, e começou a tomar mais atenção ao afecto que a rapariga lhe começava a demonstrar.

Jack instintivamente aproximou a sua mão da de Sarah ate que a agarrou.

Os dois ficaram ali, a serem banhados pela cristalina água, largos momentos, sem referirem uma palavra que fosse, apenas desfrutando a companhia um do outro.

Farisca apareceu pelo meio dos amores perfeitos como se fosse um predador nato e olhando para a imagem dos dois habitantes da casa juntos começou a caminhar lentamente em direcção a Jack.

O caminhar passou a corrida e dando um salto em direcção á cabeça de Jack pousou em cima dela, fazendo com que Jack, que se encontrava sentado, caísse de cara na água como se fosse uma estatua a ser derrubada.

A gata não se molhou pois ficou em cima da nuca de Jack que ficou a tona de agua, mas logo de seguida saltou para a margem e miou num tom amistoso, fazendo um ar de quem tinha alguns ciúmes daquela cena.

11 maio, 2007

Um Olhar a Dois XV

Jack saiu de casa e olhou para a rapariga, esta continuava a cantar sem se apreceber da presença da gata e do rapaz.

Caminharam os dois lentamente, tanto Farisca como Jack, quase que embalados ao som da canção.

Chegaram a estar a 10 metros da rapariga, mas esta, aprecebendo-se da sua presença olhou-os nos olhos e Jack teve um choque.

Os olhos da rapariga eram a unica coisa que Jack conseguia ver no escuro, eram brancos e brilhantes, da cor do seu vestido.

Farisca segui em frente de Jack e começou a correr para a rapariga.

Esta sem mais nem menos correu para a floresta assustada mas Farisca seguiu-a.

Jack não querendo ficar parado e corroido pelo bichinho da curiosidade correu atras das duas.

Embrenhou-se na floresta que estava situada ao largo do lago, local onde ainda nestes dois dias se tinha aventurado.

Segundos depois enquanto corria pela floresta seguindo o rasto de um veu branco que brilhava no escuro Farisca desaparecera da frente de Jack.

Jack pensou que apenas não a conseguia ver pois tinha o pelo escuro, mas começando a ouvir ramos de arvores a serem mexidos por cima de si teve o percentimento que a gata nada mais nada menos que saltava a uns metros de arvore em arvore.

Jack pensava “Rica acrobata esta tipa, parece que sente tanta curiosidade como eu”, por momentos esquecera do beijo de Sarah e a unica coisa que tinha na cabeça era que raio era aquela rapariga.

Ao chegar a uma clareira escura, Jack deixou de ver o veu, e quando olhou para tras, aprecebeu-se que tinham passado largos minutos desde que começara a correr.

Ja não conseguia ver o caminho de volta e sentia-se completamente perdido, não desesperando, fechou os olhos e tentou apurar os sentidos.

Quase como salvação um corvo pousou no seu ombro e piou.

Jack abriu os olhos e este esvoaçou para o seu lado diferente continuando a piar.

Instintivamente Jack decidiu seguir o corvo, e embunhando-se novamente no meio de todas as arvores que lhe era possivel de encontrar, voltou a avistar um veu branco correndo pelo meio das arvores.

Ja não ouvia o barulho de arvores a mexerem-se sobre si, por isso deduziu que Farisca ja não se encontrava aos saltos por cima dele, provavelmente tinha voltado para tras.

Mas ao pensar isso viu dois olhos brilhantes de gata no meio das arvores movimentando-se tambem atras do veu.

Jack começou a correr a toda a velocidade ate que quase que conseguia acompanhar a gata.

A rapariga que se encontrava a uns meros 4 metros da sua frente parecia não se cansar ao contrario dele que começava a perder o folgo.

O corvo desaparecera momentos antes deixando Jack a pensar como o corvo ja o tinha “salvo” 2 vezes.

Após alguns segundos, chegaram a uma segunda clareira.

Esta, tinha a relva verdejante e estava rodeada por arvores jovens.

O ceu estrelado parecia um espelho para o infinito, e dava a sensação a Jack que conseguia tocar nas estrelas.

Exactamente no centro da clareira encontrava-se uma fonte de pedra.

A rapariga correu ate parar junto dela.

Farisca deixou de correr e começou a caminhar para a fonte.

Esta era uma pedra enterrada na relva que continha um pequeno orificio por onde escorria agua azul limpida.

Na pedra estava gravada uma semi lua com uma marca poligonal, a rapariga molhou as mãos na fina agua e passou-a pela cara.

A gata chegou ao pé da rapariga e saltou para a bacia de pedra branca deixando-se tar lá empoleirada olhando para a água.

Jack ficou parado por momentos, ate que caminhou lentamente ate chegar perto da rapariga.

Com a sua mão meio a tremer, devido ao nervosismo e ao medo tocou no veu da rapariga, mas esta não se virou para Jack.

A gata, e a desconhecida olhavam para a bacia de água como se algo lá dentro estivesse.

Jack olhou para a grande imagem da lua e estava cada vez mais intrigado.

Os mochos ouviam-se de todos os cantos da clareira, deixando a noção que a unica pessoa nervosa naquele local era mesmo ele.

A rapariga voltara a cantar, elevando-se no ar de costas, de modo a que Jack não lhe visse a cara desapareceu no ar, ela rodopiou três vezes, e continuou a levitar ate desaparecer como se de fumo se tratasse.

Jack ficou a olhar para cima e a esfregar os olhos, não acreditava naquilo que estava a ver.

A gata saltou-lhe para o ombro e esfregou a cauda na cara de Jack, quase como se fosse uma mão a dirigir-lhe o olhar para a fonte novamente:

-Mas que sitio é este – perguntou Jack

-Queres que eu beba Farisca? – disse para a gata.

Esta fez algo que Jack ficara meio surpreso, abanou a cabeça como se fosse uma pessoa e miou.

Jack caminhou para a fonte, molhou as suas mãos na agua azul, e chegou-a aos seus labios.

Ao faze-lo ouviu uma voz dentro de si, uma voz semelhante aquela que cantava

“talvez sejas tu!”

E nisto Jack começou a sentir-se sonolento, a gata saltou para dentro da bacia e logo de seguida colocou-se ao lado de Jack.

Ao principio sentou-se na fina relva, mas acabou por se deitar e fechar os olhos caindo no sono.

A gata deitou-se ao seu lado e adormeceu tambem.

As estrelas brilhavam mais que nunca e na floresta voltou-se a cantar uma canção das mil vozes.