20 setembro, 2011

 O que raio faço eu neste local,
 Tão rodeado de coisas que não entendo
 Não percebo as pessoas,
 Vivo sempre com medo.

 Tento mudar o que está mal,
Sempre que mudo só pioro,
 Tento alcançar o tal,
sempre a custo do choro.

 Não consigo entender,
 Não me consigo aceitar.
 Sinto me constantemente a perder.
 Pairando inconscientemente no ar.

 A vida só me prega partidas,
 fui quase sempre o abandonado, 
 Perdido nas quinas do mundo.
 Esquecido e olhado de lado.

 Tento encontrar o meu lugar,
 Embora ele pareça distante,
 Começando a perder a vontade de lutar
 E Perdendo quase neste instante.

 Só facas a atravessar o meu coração,
 Com tanta ferida ja não é solido.
 Tenho um buraco chamado solidão,
 Que me afecta quando estou sóbrio.
 Esquecer por vezes é melhor,
 ou viver no desconhecido,
 A ilusão que nos embala,
 e por vezes me mantém aquecido.

 

14 junho, 2011

A procura da minha obra prima,
 Sento-me a luz do candeeiro
 Esperando aguardar o momento
Perfeito para a levantar do pano.
 Escondida dentro de mim,
 Escondida dentro de cada um de vos
A perfeição mais pura
Está na imperfeição de todos nos

 E sabendo que eu sou o proprietário do perfeito,
Vou colocar o imperfeito no meu trabalho,
Fazendo dele o maior proveito
Elevando o meu ser humano Falhado.

 E como é que posso eu dizer,
Que a beleza está na geometria,
Porque se belo é o amor perfeito
Amor imperfeito me cria sinestesia.

Pois aos meus olhos o que por mim criado não é belo
aos olhos dos demais o criado por mim belo é
Não entendo portanto como me poderei agradar
Se o que faço é para eu quebrar
Nesta perfeição imperfeita que eu criei.

E no final de contas eu não presto
 Pois só me interessa agradar a mim
E se não faço nada de jeito
Para que continuar a mentir??

 Não merece a pena então
Partilhar o que eu faço
Para levantar-me a questão
De algo que está gasto!

 Gasto como as minhas palavras
Como as minhas rimas infantis,
Seguindo constantemente o mesmo padrão
Que um dia eu fiz.

Para que criar a minha marca?
Para que criar a minha obra prima,
Para que afinal alcançar o perfeito
Se o perfeito é o meu imperfeito
E o imperfeito não me contenta.
Neste monumento que me habita
 Tou aborrecido com a vida,
 Não compreendo porque é que me continuo a sabotar,
  Amargurado com o caminho
 Que por vezes pareço estar a tomar.
 
 Por vezes sinto que eu estou a aparecer,
 por entre a camada que me escondi
 Mas depois começo a desaparecer,
 Nas alturas em que preciso de mim.

 Não entendo o que se está a passar
 O porque de ter este manto sempre resurgido,
 Constantemente a tentar alcançar
 O sonho que espero nunca ter perdido.

 Não entendo o que faço,
 Nem entendo a atitude que tenho.
 Porque por vezes o que me parece correcto,
 É quando faço o menos certo.

 E é nesta estrada que percorremos,
 Nesta rota encruzilhada,
 Que tantas vezes nos perdemos,
 Tantas vezes nos maltrata.
 Que no final nos lembramos
 das nossas pequenas lembranças
 Aquelas que tantas vezes me aqueceram
 nas noites com menos esperança

21 abril, 2011

 A dois segundos,
 Foi tudo o que bastou para deixar de apanhar o autocarro que me levaria ate ao meu destino.
 O acontecimento que poderia mudar a minha vida,
 A minha, e provavelmente a tua.


 Não foi durante a corrida que tive que fazer para o apanhar que vi o teu rosto,
 Foi depois, foi por entre o vidro da janela enquanto este se movia.
 Eu especado a chuva olhei para ti e senti o cruzar do nosso olhar.
O teu coração gemeu tanto que ate o meu o conseguiu ouvir.
 O instante em que o nosso ser se desejou, em que eu quis ser tu e tu quiseste ser eu.
 E não foram mais que 2 segundos que te vi partir, deixando para tras o meu eu intrigado sobre quem tu serias...
Deixando uma marca na minha alma
 

18 abril, 2011

E afinal...

 E afinal começo a pensar o que raio quero fazer deste espaço... se o apague e passe todos os seus dados para papel, se pura e simplesmente o deixe ficar aqui a flutuar e a ocupar espaço ou se o enterre junto com as minhas memorias.
 A realidade é que não sei, não faço a minima ideia de como sepultar algo que não sei se ainda existe em mim, não sei se quero continuar a mostrar um pouco do meu verdadeiro eu ao mundo, ou se pura e simplesmente o esconda por detras de todas as camadas que ja criei.
 A verdade é que mesmo tentando ser uma pessoa alegre, não consigo deixar de retirar toda a melancolia e tristeza que faz parte da minha pessoa, todas as duvidas e confusões, todas as magoas que me ocupam o ser.
 A definição que faz parte de mim ja não faz parte mais, ja não sei o que me define nem sei o que me torna no meu eu, talvez esteja apenas numa fase (de entre tantas outras fases que ja tive) a fase mais estranha pela qual estou a passar.
 A Indefinição com que me encontro gera em mim o suprasumo das sensações, as quais são pura e simplesmente uma ilusão que eu proprio crio, e sinceramente por vezes nem sei o que sinto, nem sei o que estou a sentir nem o porque o estou a sentir.
 Na realidade sou apenas mais um parvo neste planeta que tenta encontrar uma razão para ser, viver, sentir, amar.
 Porque na realidade ninguem me conhece e provavelmente eu não conheço ninguem, apenas conchas.
 Eu só conheço conchas e as pessoas só conhecem a minha gigantesca concha...

 Por isso:

 No fundo do ser, 
 Existem tantas historias,
Algumas que eu quero conhecer
Outras que ja nem tenho memoria

 Por vezes o gesto de partilhar,
 Cruza mais um olhar de emoção
 É o começo de conhecer
 Mais um pouco do coração

 É a vergonha de dar
O que realmente somos
Ter medo de mostrar
Os nossos pequenos sonhos.

É termos medo de comprovar
Aquilo que significamos,
Sermos objectos de magoar,
Sermos todos autenticos estranhos.

12 janeiro, 2011

Scott Pilgrim


Sinceramente ao inicio estava um pouco ceptico quanto ao filme mas depois de ver pode-se dizer que fiquei um bocado "agarrado".
 A história passa-se em Toronto onde Scott Pilgrim, baixista da banda "Sex Bob-omb", começa a namorar a jovem Knives Chau de 17 anos, do secundario e CHINESA! Apesar dos protestos de seus amigos e colegas de banda. Mais tarde ele conhece uma misteriosa rapariga americana, Ramona Flowers,  apaixonando-se por ela e perdento o interesse em Knives. O que ele não sabia é que para namorar com Ramona, Scott teria que lutar contra os 7 Ex Namorados Maleficos que querem controlar a sua vida amorosa.
 O Filme é Baseado na banda desenhada homonima escrita por Bryan Lee O'Malley (A qual estou a ler agora) e tanto o filme como a BD têm como base o mundo da cultura pop, os jogos de video (Desde o Final Fantasy ao Super Mario) e toda a cultura de culto.
 Os personagens por vezes comportam-se como se fossem bonecos de jogos tendo ate barras de Vida, Sede e etc...

PS : É pena é não me sentir AWESOME! :(

 Aconselho vivamente e para quem n ficou convencido aqui vai o trailer e uns quantos links:

 

 Link interessante onde podem criar a vossa personagem baseada na BD :  Scott Pilgrim Avatar Creator

11 janeiro, 2011

Desespero

Há dias que o desespero toma conta de nos... Hoje Foi um desses Dias. Para Breve veremos como correu realmente o semestre...